Noticias & Dicas

 22.07.2010

 

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ESTRÉIA - CINEMA

 

MINHA MÃE É ASSIM MESMO

            

Na noite de 12 de Maio 2010, estreou o filme “Minha Mãe é Assim Mesmo” (Média Metragem) com a Direção de Otávio Mariano de Autoria própria, na regional Bairro Novo (Auditório) Otávio Mariano, que é Escritor já lançou 03 livros no gênero: romance, suspense e contos, após fazer um curso prático de cinema na Cinemateca do Paraná, lançou também dois filmes, o primeiro um Curta de 20 minutos “A Lenda da Velha Praça”. Os filmes são amadores, feito sem recursos e apoio algum, tanto público como privado, usando apenas uma câmera digital e uma lâmpada de 150 Watts, o filme em questão retrata a história de uma mãe que é catadora de papel nas ruas de Curitiba, e cria seus dois filhos sozinha no caminho do bem: Luan o mais velho tem um sonho de ser modelo fotográfico para estar nas capas das revistas. Já Alan o mais novo, tem muita vergonha da condição profissional da mãe ser catadora de papel e também tem um sonho que é ser Jogador do Atlético Paranaense. “Josefa a mãe”, é por demais coruja e vai lutar para que o sonho dos seus dois pupilos seja realizado, também lutará para conquistar o coração e o amor do filho adolescente, além de enfrentar uma série de discriminação e preconceitos, mas será que ela vai desistir? O Filme embora amador causasse muita comoção na platéia, que nem mesmo as falhas de filmagens foram observadas pelo público comum. Durante toda a projeção a platéia estava atenta a luta da pobre mãe.(Observação: filme, comunitário sem fins lucrativos e sem bilheteria).

                 

  

                         

Protagonista: Atriz Inez Muchinski, radiante com o Resultado do filme, que levou apenas três meses para ficar pronto.

Estrelando: Maicon Martins - Mari Berlanda - Pablo Zerbielli.

E Grande Elenco 

GUSTAVO HORN

edição geral........

Quando se fala em cinema, muitas vezes cometemos injustiças por valorizar muito o ator e a qualidade do filme, não que eles não mereçam; mas esquecemos que por trás de um ótimo filme tem um Editor que dá vida a nossa história, colocando a idéia do Autor pra funcionar, bem como: som, trilha sonora e efeitos especiais. Nosso Editor tem apenas 15 anos de idade, Gustavo é um prodígio na área de cinema desde os 12 anos de idade ele realiza seus filmes e posta seus trabalhos no Youtube, ele mesmo faz seus roteiros dirige e atua. Muitas vezes contracena com ele mesmo, um cineasta precoce. Muito criativo, Gustavo Horn, já teve vários de seus vídeos premiados pela qualidade e criatividade. Quem quiser conferir seus trabalhos visite:

http://www.youtube.com/guguhorn

 

 A LENDA DA VELHA PRAÇA

O CONTO DA PRAÇA VIRA CINEMA CURTA METRAGEM.

Estreou dia 28/10/2009, ainda com público fechado.

No elenco está: Roberto Alvez-João Ricardo-Paulo Simon-Isabel Simon-Inez Muchinski-Bernardo Bertoldi-Helena Bertoldi-Angela Albuquerque-Alessandra Rodrigues-Danilo Fernando-Thiago Túlio-Rennan Guilherme-Lindamir da Silva-Helora Ronã-Fernanda Silva.

Edição e Montagem - Gustavo Horn.

Direção Geral: Otávio Mariano.

Um filme de: Otávio Mariano.

Jordan, ainda na flor da idade, aposentou-se como ferroviário, seu lugar preferido era a Praça da Matriz, podia sentar se com seus amigos e contar causos, falar da velha ferrovia, que 1970 circulava entre Ourinhos/SP e Curitiba, sempre bem alinhado com seu terninho azul marinho, às vezes trazia um lírio branco em sua lapela, era maquinista e muitas vezes conduziu a Maria Fumaça que encantava o público. Lembrar das velhas estações, e das paradinhas que fazia em Jaguariaiva para abastecer as locomotivas. Das lindas garotas que vinham falar com ele, querendo conhecer a cabine. Foram quarenta anos na pracinha nostalgiando o passado. Que gostoso ir à praça né Jordan!... - sentava-se sempre no mesmo banco, ainda em pedra sabão, com o nome dos antigos armazéns de secos e molhados, que cortesiavam estes assentos. O que fazer um idoso!... - já com sua bengala aos 79 anos, a não ser lembrar o passado sentado na praça, dar milho aos pombos, e lembrar de uma época que não volta mais. Jordan ainda podia ouvir os apitos das locomotivas em seus ouvidos, o barulho do telégrafo, os guarda chave circulando nas velhas e esquecidas estações. Um dia Jordan não apareceu na praça, seus amigos deram falta dele, mas Jordan se despedia deste mundo, pegara o trem para uma outra dimensão, aquele banco em pedra sabão ocupado pelo antigo ferroviário, estava vazio, o vigário da Matriz decretou luto oficial, não repicou o sino por três dias, os pássaros não cantavam mais ali naquela árvore que refrescava Jordan, as pombinhas pareciam estar tristes e não desciam mais para comer, seu tratador foi embora. Jordan foi achado endurecido, numa manhã de inverno rigoroso em Curitiba em sua residência, na triste solidão de sua velha casa, cheia de quinquilharias da Rede Ferroviária, as paredes de peroba maciça e empoeiradas, cheia de quadros com lembranças de Jandira sua esposa, e amigos finados. Seu corpo ao entrar na igreja para ser recomendado pelo padre Hortêncio, entrou em silêncio, o sino se calou, pobre Jordan aqui Jazz. Um dia após o velório, um casal de namorados apaixonados, que passavam pela praçinha, pediu que um transeunte lhe tirasse uma foto dos dois, por coincidência naquele mesmo banco onde Jordan sentava com os amigos, ao chegarem a casa foram ver as imagens e entre as paisagens um rosto de um homem idoso aparecia, Juan ficou intrigado com aquilo, como era jornalista levou para a redação do seu Jornal aquela incógnita, e fez uma matéria sobre o fato, com o aval de sua amada, no outro dia a cidade só falava nisso, o que não demorou a ser identificado aquele rosto intruso no retrato de Juan, era Jordan sorrindo, amigos se reuniram e mandaram construir uma estátua em bronze do mais antigo freqüentador da praçinha, que foi colocada ao lado do seu banco preferido, e curiosamente brotou ali um pé de lírio branco, que rapidamente desabrochou lindas flores, com perfume inebria dor, e a estátua que tinha um semblante triste e pesado, agora transmitia serenidade e um leve sorriso, como se agradecido estivesse, e os pássaros voltaram a se algazarrar naquela árvore, e as pombinhas ao seu habitat preferido vinham aos bandos. Por tanto ao passar-se por uma praça observe bem aquela estátua que ali está, veja de quem ela é. “Será de Jordan”?

MAIS UM LIVRO LANÇADO/RASTRO DE POESIAS

Otavio Mariano, fez uma participação na Obra "Rastro de Poesias", uma coletânea do Escritor e Poeta David Luiz Delfino, o lançamento foi dia 07/11/2009, em Curitiba/Pr.Ao Lado a Poeta Arilda Marinho e sua filha Odiléia, o evento aconteceu no Café Colonial no Restaurante São Domingos. Boca Maldita.

AUTO DE NATAL EMOCIONA A PLATÉIA.

Estreou hoje dia 02/12/2009, na sede da AVM/Curitiba, o Auto de Natal escrito e dirigido por Otávio Mariano.

No Elenco: Inez Muchinski, Paulo Simon, Roberto Alvez, Isabel Simon e Alcir Taborda.

Mais

 

 

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Tenha os em sua biblioteca ou livrarias.

As obras de Otávio Mariano são de fácil entendimento e prazerosa, indicadas também para quem não tem o hábito da leitura.

OTAVIO MARIANO - ATUALMENTE É COLUNISTA DO JORNAL AMIGOS DO BAIRRO.www.jornal.amigosdobairro.com

 

 
 
   
   

         Entrega de Livro

     

      Durante o café da manhã do dia 01 de Junho de 2009, às 07: 30 horas, no Palácio 29 de Março, o Prefeito de Curitiba Beto Richa, recebeu 80 jornalistas que fazem os jornais de bairro da Capital Paranaense. Beto ressaltou a importância destes Jornais que falam diretamente com a população, e que juntos tem um índice de circulação e de leitura superior aos grandes jornais da capital, e que estimulam a comunidade a ler e refletir sobre os avanços da cidade. Na ocasião o Escritor Otávio Mariano, que é colunista do Jornal Amigos do Bairro, fez a entrega de um dos seus livros ao Prefeito. Visite o site do Jornal .www.amigosdobairro.com

 

    AMADO BATISTA

 

                                                    Um Poeta Dos corações partido

- Como escritor romancista não poderia deixar de falar deste “monstro sagrado” que é AMADO BATISTA, o Poeta             que canta e encanta o amor, suas melodias são recheadas de frases e sentimentos que vem de encontro a tudo que se referem ao amor, desilusões, paixões e sentimentos; parece que Amado já viveu uma grande história de amor, e passou por muitas desilusões por conhecer tão bem o coração dos apaixonados. Suas músicas são eternos hinos que jamais vai sair da moda, enquanto houver corações sensíveis daqueles que realmente amam, alguns insensíveis e falsos intelectuais, acham que Amado é muito Brega em suas músicas, “pois digo que não”, suas melodias são de valores incalculáveis, pois fala de sentimentos, amor e paixão, com sua voz personalizada. Para confirmar esta matéria ouvi 22 de suas músicas, todas falam do amor e da vida dos amantes, suas melodias cercam todas as situações amorosas e a vida em si, tem letras para todas as situações que o coração possa sentir. A história do cantor sua carreira não foi nada fácil como qualquer brasileiro neste país sem oportunidades, para gravar o seu primeiro disco pela gravadora Xororó 1975, não obteve sucesso, então o dono da gravadora não acreditada que Amado poderia fazer sucesso algum, mas no mesmo ano compôs a música “Desisto”, até parece uma ironia do destino e a música foi um estouro um sucesso, vendeu mais de 100.000 cópias; como o disco não tinha foto do Artista, talvez até por não acreditarem nele, (Conclusão pessoal) ninguém sabia quem realmente era Amado Batista, nesta mesma época, ele tinha uma loja e vendia seus próprios discos e ninguém o reconhecia, faziam filas enormes para comprar seus LPs, depois do sucesso veio às grandes gravadoras, ele assinou contrato com a Continental, Ganhou um prêmio de disco mais vendido do ano. A gravadora acreditava que o disco venderia apenas 100.000 cópias. Mas o novo disco lançado em 78 chamado "Sementes de Amor" com a música "Amor Perfeito", vendeu 1 milhão de cópias. Faz 30 anos e essa música vende até hoje. Amado Batista viajou o Brasil inteiro fazendo divulgação.

UM POUQUINHO DA SUA HISTÓRIA 

Até os 14 anos, Amado e sua família eram agregados de fazendeiros e trabalhavam na roça. No inicio de sua carreira como qualquer outro artista de sua época, o nosso “Amado Poeta” foi catador de papel na rua. Amado com muito sacrifício montou uma loja de discos na estação rodoviária de Campinas, bairro de Goiânia, chamada "RC 7". Colocou seu irmão para tomar conta enquanto trabalhava numa livraria. Com o dinheiro comprava mais discos. Assim sua loja foi crescendo e foi através dela que Amado conheceu vários artistas e pessoas importantes de gravadoras. Na época da Ditadura Militar foi preso pela Polícia Federal e recolhido no Batalhão do Exército, por conhecer pessoas que eram contra o governo. Ficou 2 meses em reclusão. Foi a pior coisa que ele passou na vida, foi torturado, não o deixavam dormir. (Um absurdo o que esta ditadura militar fez) não só com ele mas com muitos. E Hoje está ai o nosso Poeta encantando e Cantando o Amor, ele é o Cantor mais Amado do Brasil. Dedico esta matéria a você Amado com muito carinho, e um beijo no seu enorme coração. VOCÉ É O NOSSO “CANTOR POETA BRASILEIRO”, NOSSO PAÍS NÃO TERIA GRAÇA SEM SUAS MÚSICAS, OBRIGADO POR VOCÊ EXISTIR.

 Fonte. ringtonesgratis.com.br  

                                            

 

    PERDA DE VALORES HUMANOS                   

                               À Medida que acontece a evolução humana, entre a tecnologia e os costumes, o homem parece perder o seu valor, humanamente reconhecido, como respeito, educação, solidariedade, honestidade e fé.

Se a má condição financeira fosse à única determinante da revolta e da desarmornia das família, somente os menos privilegiados seriam vítimas dos desencontros e das angústias que conduzem o homem ás sensações ilusórias das drogas e do alcoolismo. Por exemplo. O que não significa que os menos favorecidos pela sorte, necessariamente, devem encontrar na sua condição, um pretexto para justificar seus vícios e sua infelicidade. Assim, a sociedade é constituída de indivíduos felizes e infelizes, tanto na classe rica como na classe pobre. O que determina então, a paz, harmonia e felicidade de uns, contra a angústia e infelicidade de outros, já que não parece ser a condição material? A sociedade está passando por uma profunda crise ética e moral, porque a prática dos valores humanos foi esquecida, e isso aumenta mais à medida que o tempo passa. Ao contrário dos animais, que não se preocupam com o futuro, não questionam o passado, não são dominados pelas paixões como o ódio, o ciúme e a inveja, na medida em que são conduzidos mecanicamente por seu instinto de conservação, o homem é capaz de distinguir o bem do mal, através do emprego da inteligência e do livre arbítrio, atributos inerentes somente a ele. Entre tanto, a inteligência mal usada, não poderá expressar um valor corretamente, por isso o homem deve utilizá-la filtrando suas ações e manifestações também através dos critérios do coração. Assim estará apto a encontrar a verdade sobre si mesmo. Essas formas de inteligência promoverão o desenvolvimento das qualidades fundamentais para a realização desses valores. O amor é uma energia psíquica que nasce no coração humano. Caso o homem não desenvolva essa "centelha" para além do amor instintivo, ele não sairá do estágio primário da animalidade. Muito mais grave será se ele não for nem capaz de amar aqueles da própria prole. Não é somente a forma humana que distingui o homem do animal, mas aquilo que ele oferece, e como usa os valores que lhe são inerentes. Somente o ser humano pode cumprir por inteiro o percurso da trajetória terrena através do amor, da ação correta, da não violência e da paz, porque seu destino é alcançar a meta suprema, que é o conhecimento da verdade. Muito comum nos dias atuais, observarmos homens agindo como selvagens, na forma do desrespeito entre seus semelhantes, nem mesmo as igrejas são capazes de moldar o indivíduo num reto caminho, pois os costumes são outros e a liberdade da exposição de comportamentos não é mais vigiado, como fazia nossos pais. E se não nos reciclarmos nossos comportamentos, os seres humanos correm o risco de desaparecer.

  CONTATOS COM O AUTOR:

     otavio.mariano@bol.com.br

     otavio.mariano@globo.com

 

 

RÁDIO NOVELA

        Pode até parecer uma época imemorial mas, até bem pouco tempo atrás, a televisão era apenas um sonho para a maioria das famílias de todo mundo.  Entre as décadas de 40 e 50, o rádio era o meio de difusão mais popular entre todas as classes sociais, nos mais diversos países e um dos meios de entretenimento mais famoso que ofereciam eram as radionovelas.

              Do Teatro para o Rádio

Direção: Otávio Mariano

Elenco: Vanessa-Tiago-Débora-Fogaça-Ruan.

Sonoplastia e arranjos: Wanderley Vieira.

 Gravada em 18 Capítulos a Rádio Novela (Couro de Boi)Escrita e adaptada por mim, foi ao ar pela Rádio Comunitária RBN FM 98,3.Inspirada na Música de Tonico e Tinoco. Você sabia que a televisão aprendeu a fazer Novelas com o rádio, em 1941, foi ao ar a primeira delas, pela Rádio Nacional, participaram delas (saudosos) atores consagrados como Henrriqueta Brieba e Mário Lago.

   

Curso Básico de Roteiro para Cinema   e Televisão.

Alexandre Tadeu dos Santos - Possui graduação em Rádio e Televisão pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1995) e mestrado em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti do Paraná (2003). É aluno regularmente matriculado no programa de pós-graduação (doutorado) em Ciências da Comunicação da ECA-Escola de Comunicações e Artes da USP - Universidade de São Paulo. Foi assessor da Coordenação do Curso de Rádio e TV da Universidade Tuiuti do Paraná tendo ministrado as disciplinas de Edição em TV, Prática Laboratorial em TV e Roteiro. Atualmente é professor adjunto da Universidade Positivo em Curitiba-PR. Responsável pelas disciplinas de Produção Publicitária em Televisão I e II e Teoria da Comunicação. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Radiodifusão, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema, vídeo, ficção e programação de tv.

Elaboração de  Roteiros:

    - Apresentar os diversos tipos de roteiros para cinema e televisão e as respectivas técnicas de elaboração. Produzir roteiros para cinema, vídeo e televisão. Ressaltar a importância do roteiro na construção de qualquer espetáculo audiovisual.

Curso Básico de Roteiro para Cinema e Televisão.

Cinemateca - Curitiba

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A PIANISTA

 -Ester era viúva a mais de 15 anos, talentosa pianista que fazia recitais na cantina de Sara sua filha mais jovem , tinha ela 56 anos de idade, vivera com seu esposo um Militar da Marinha mais de 20 anos de repleta felicidade, depois que a deixou decidiu que iria viver sua vida da melhor forma possível, pois era o desejo do falecido que ela fizesse tudo para ser feliz, assim o descansaria em paz, dizia antes de morrer após ser acometido por uma doença incurável. Ester, herdara a fortuna do pai um industrial de usinas de açúcar no interior de São Paulo; dona de antiquários e muitos imóveis, uma poderosa mulher de negócios que se dava ao luxo de viajar para a Europa todos os anos e conhecer lugares históricos e seculares. Foi numa destas viagens quando ela desembarcava em Bruxelas hospedou se no Belíssimo e Luxuoso Hotel  Metrópole. A beleza da cidade encantava Ester com seus monumentos históricos e bem preservados, Ester falava muito bem o Francês embora a cidade seja bilíngüe, mas a língua predominante é mesmo o Frances. Ester sempre viajava em excursão com suas amigas da mesma idade; em uma noite quando ela descia para o aconchegante hall de entrada do hotel, que ficava bem próximo da  Grand Place, bem no centro do salão tinha um enorme piano à disposição dos músicos e turistas que se hospedavam ali. Ester sentou se e começou a melodiar seus belíssimos solos, talvez fosse uma de suas preferidas escolhera Mozart, Concerto para Piano e Orquestra n º . 20 (Romance). Ester era encantadora e carismática além de tocar maravilhosamente era graciosa e sorria para o público, que a assistia maravilhados seus sonetos musicais, seu sorriso brilhava pois tinha a música na alma; Ester era um a mulher encantadora e refinada, embora com seus 56 anos de idade era muito conservada, tinha um corpo escultural e sorriso encantador, sempre fora uma mulher elegantíssima e esplendida que freqüentava a alta sociedade, usava perfumes franceses, preferia sempre os lançamentos.  O Som maravilhoso que saia do Piano invadia os corredores e os apartamentos do hotel, os hóspedes despertados pela beleza das músicas, começavam a descer para o salão de entrada do hotel onde estava a Artista,. Ester era uma artista internacional que por acaso ali fora tocar aquele piano que ficava a disposição dos hóspedes, no entanto, agora ela era uma atração diante de tantos admiradores que a contemplava, os garçons começavam a servir drinks aos convidados e ela não teve mais como parar seu concerto, pois era uma intrusa ali, que nem sequer fora convidada, aliás, também pudera ninguém a conhecia naquela cidade. No canto da adega do hotel, Ester percebera que um jovem garçom a olhava com certa admiração além dos outros, e sempre que podia passava por ela fitando lhe os olhos. Ester, começava a gostar daquele olhar meio malicioso, que era diferente de um simples fã, em dado momento veio até o reservado e lhe perguntou se queria tomar algo especial que era por conta dele. Ester gelou por um instante dos pés a cabeça e pediu apenas uma água, não demorou muito para que o rapaz lhe trouxesse e junto na bandeja veio também uma rosa e um bilhete que dia em português VOCE É DIVINA E ENCANTADORA. O Garçom então se retirou e voltou se a recostar no balcão da adega e ficava ao longe a contemplando, como se ela fosse uma deusa... “Talvez ele deva amar Mozart somente por isso, que me olha assim, é melhor eu não alimentar pensamentos tolos pensou consigo mesma!...”, e se pôs a tocar! - Sem que ela percebesse ao levantar a cabeça ele estava a sua frente , estático e observando a, como se fosse um fã numero um, que queria tocá-la. Wilkerson era jovem com seus 22 anos, brasileiro que trabalhava no hotel como garçom, um rapaz fino e bem educado um “Dom Juan” para ela que apreciava garotões. Depois de terminado o recital foi à hora dos cumprimentos dos fãs, muitos hóspedes ali eram estrangeiros e falavam diversas línguas, pois ia acontecer um congresso importante para as nações unidas em Bruxelas: Wilkerson foi o último a vir cumprimentá-la e depois a convidou para sentar se com ele no banco da adega quando todos já tinham subido para os seus aposentos, o relógio marcava meia noite.

- Aceita o meu convite, pois já tinha terminado o meu turno, quando a vi que estava tocando fiquei para admirá-la.

- Obrigada respondeu com gratidão e gentileza; achei que gostava de Mozart, embora sendo ainda muito novo e viver na França que é um país extremamente cultural onde os jovens têm o hábito de se interessar pela arte?

- Gosto sim de músicas!... - embora clássicas não seja das minhas preferidas, adoro músicas brasileiras que é do meu país, mas percebi o quanto é talentosa e encantadora, fiquei mais para apreciá-la, você tem um sorriso maravilhoso e eu adorei o seu perfume, disse Wilkerson encantado!...

    - Ester parecia amar aqueles elogios todos do seu fã que acabara de conhecer, e até mesmo o seu perfume foi elogiado por ele, a muitos e muitos anos não recebia um elogio assim, muito menos de um Jovem. Ester gosava do privilégio de ser jovial e comunicativa, era desprovida de quaisquer preconceitos, embora pagasse um preço muito alto por isso, até mesmo suas amigas a olhava com olhares de recriminação, pois muitas delas tinham netos e filhos da idade de Wilkerson, e não gostariam de vê-los em companhia de uma Senhora, cuja idade poderia ser mãe ou avó; mas isso pouco importava para Ester, ela queria mesmo era curtir a vida e os bons momentos que ela oferecia, estava viva, cheia de saúde, sua alta estima estava em alta, era uma mulher bonita exuberante e talentosa, então porque não viver intensamente as aventuras. Muitas de suas amigas também gostariam de ser como ela, mas não conseguiam se libertar da falsa moral e do preconceito que as afastavam dos raros momentos de felicidade. Isto pouco importava para ela, era viúva, fora feliz com seu esposo, filhos bem criados e agora vou viver a minha vida pensava!... – Ester então convidou Wilkerson para um passeio nos arredores de Bruxelas no dia seguinte, assim poderiam ficar mais a vontade distante dos olhos das amigas, já que o moço só retornaria ao trabalho no período da noite.

                                                     CAPÍTULO II

                   Por volta das 10:00 horas da manhã Wilkerson, estava muito elegante num traje esporte fino, esperando por Ester no hall de entrada do belíssimo hotel Metropole, conforme tinham combinado. Um motorista particular veio ao seu encontro e pediu que o acompanhasse. Lá estava ela toda linda dentro do Prestige. Ela só usava os serviços do Premier Chauffeur Drive, quando ia a Bruxelas. Ao cumprimentá-la Wlkerson amavelmente beijou as suas mãos, e sentou-se ao lado dela que estava deslumbrante e perfumada.

    - Motorista!... Por favor, vamos até Gassbeek.

    - Sim Senhora Madame!...

     O antigo castelo do Conde de Egmont está em Gassbeek, nos arredores da vila de Vlezenbeek, a 13 km, a sudoeste de Bruxelas. Com um belo parque e lindos jardins.

     Depois de visitarem os cômodos do Castelo, foram ao museu que guarda a coleção de obras de artes que já decoraram o castelo.

     Wilkerson, estava encantado com tanta beleza, com sua câmera fotográfica, fotografava tudo como um fiel apaixonado sempre ao lado da Pianista que tinha encantado o rapaz. Ester sempre com seu braço entre o dele, irradiava felicidades em seu sorriso, e na volta Ester decidiu passar por Mechelen.  Situada às margens do Rio Dijle, no meio do caminho entre Bruxelas e Antuérpia, Mechelen é uma parada imperdível. A cidade, habitada pelos gauleses em 500 a.C., ainda preserva o ar medieval do século 15, quando era um importante centro religioso, cultural e artístico da Europa

     Para o rapaz era um sonho, cenários que ele só via em filmes, nunca sonhara que um dia iria ver lugares tão lindos, com tanta diversidade cultural e histórica, porque até então, deste que fora para França há poucos meses, nunca tinha saído do Hotel onde trabalhava como garçom, tinha ganhado uma bolsa de estudos e freqüentava a Université libre de Bruxelles no Curso de Direito, um rapaz esforçado ao extremo que batalhou em muito para conseguir.

    Depois de apreciarem tantas e raras belezas foram a um café-bar, um local bem reservado, procuraram uma mesa bem ao fundo e Ester passou a admirar a beleza do moço, carinhosamente pegava em suas mãos, e acariciava-lhe o seu rosto, ela estava embevecida de amor pela ternura e afeto que transmitia a Wilkerson, der repente pediu que a beijasse. Wilkerson não se hesitou tascou-lhe um ardente beijo em Ester que ela ficou sem atitudes, depois do beijo apenas o fitava com paixão, seu olhar falava por ela. Wilkerson também sentia desejos pela Dama de luxo, até porque sempre teve preferências por mulheres maduras. Depois deste beijo veio outros e mais outros.

    Ester estava entregue a paixão. Aquela noite prometia grandes momentos de amor ardente, em uma banheira espumante com aromas de flores, num luxuoso motel da cidade, Ester iria ser saciada por Wilkerson, iria explorá-lo tudo que pudesse do galã, usaria lingeries bem sedutores e caros, sem pressa queria experimentá-lo, nem que tivesse que atravessar a noite toda, percebia que o rapaz também estava sedento de desejo, percebia pelos brilhos de seus olhos; e em seus devaneios e fantasias ela imaginava como seria, estarem ali seus corpos nus satisfazendo um ao outro, ela estava há muito tempo sem ser amada. Beijavam se fogosamente ali no café, sem dar a mínima importância aos garçons e os poucos clientes ali presente, esquecera que ela era uma mulher pública de negócios empresária de sucesso e artista, trinta e quatro anos mais velha que Wilkerson!... - que importa os conceitos nesta altura!... - queria mesmo era se entregar ao rapaz, que também correspondia aos seus anseios.

    Saíram dali como duas crianças abobadas agarrados um ao outro, ela deixou em cima da mesa uma nota de 100 euros, uma excelente gorjeta, riam como se tivessem mil motivos de felicidades, era o anestesiar da paixão.

     Ao saírem de Mechelen, passaram pelo palácio do rei, com vista panorâmica para o Parque de Bruxelas, começou a ser construído em 1820, mas foi reformado em 1904 para ganhar o grandioso estilo de Luís 16. Hoje, é o local para recepções do Estado. Quando a bandeira nacional balança, significa que os soberanos estão no país. Depois foram visitar a pequena escultura de bronze, a duas quadras da Grand-Place, tem o formato de um garoto fazendo xixi. Em datas festivas, ele veste trajes especiais.

Depois pegaram o Metrô - Gare Centrale e dirigiram se até a Galeries Royales St-Hubert
     A galeria em estilo italiano neo-renascentista é um dos shoppings mais antigos da Europa, aberto em 1847. Ainda hoje é um ótimo lugar para compras em Bruxelas, com butiques renomadas e livrarias, além de restaurantes, cafés,cinemas e um teatro. Fora um dia muito intensos para Ester e Wilkerson, que estavam apaixonados ambos não se importavam em serem vistos juntos aos beijos e abraços, o que importava era a felicidade, mas às vezes alguma pergunta a fazia imaginar que tinha 56 anos de idade como: Ele é seu filho Senhora!... – era momento que ela lembrava o quanto a sociedade são preconceituosos, muitos comentários se ouvia das próprias amigas que diziam: “cuidado!... - ele deve ser um caçador de dotes: está ficando com você somente pela sua fortuna. Embora o rapaz nem sequer sabia que ela era uma rica empresária e dona de muitos imóveis.

                                                               CAPÍTULO III

    No dia seguinte ao ler os Jornais, Ester anotou o numero de um classificado de uma mansão que era alugada para momentos íntimos, a mansão ficava nas colinas nos arredores de Bruxelas, parecia um castelo com jardins belíssimos e bem cuidados com empregados vestidos a rigor. Porque lugar mais ideal para deixar a marca da paixão entre os dois, o aluguel era caríssimo ao peso de euros, mas para ela não era problema, pegou o telefone e marcou a reserva apenas para um casal, descrevendo suas exigências.

  NA MANSÃO:

- Enquanto, Wilkerson tomava uma bebida. Ester foi para a Suíte da sala, e voltou com trajes íntimos, apenas coberta por uma camisola, seu perfume encantava o rapaz, que começava a ficar com desejo de tocá-la.

  Seu corpo não parecia ser de uma mulher cinqüentona, mas sim de uma garota, suas pernas bem torneadas e bem conservadas eram lindas, seus seios endurecidos, sua boca estava sedenta de beijos, que foi logo o beijando.

  Wilkerson colocou o seu copo sobre a mesa, e abraçou-a com furor, beijavam-se fogosamente, enquanto Ester tirava sua camisa explorando o seu corpo e o beijava como louca, como se seu desejo fosse incontrolável, puxou-o, até o quarto e num instante estavam nus.

  Seus corpos entrelaçavam um ao outro; Ester estremecia de desejos, enquanto ele sugava os seus enormes seios rosado, ela parecia uma serva que se entregava ao seu Senhor, permitindo que ele tocasse todo o seu corpo, e a beijasse com seus beijos macios e doces.

  Der repente ali naquela enorme cama com lençóis finíssimos, que os convidava para o amor, seus corpos quentes se sentindo mutuamente, o estalar dos beijos ardentes era a hora certa de se completarem.

  Wilkerson a agarrou com seus braços fortes, deitando a sob ele, com seus lábios molhados beijava-a, como se sugasse o seu néctar, sua língua circundava o seu pescoço provocando arrepios de desejos, indo para as orelhas, suas mãos explorava o seu corpo em toda a sua plenitude, enquanto as delas faziam o mesmo.

   Num súbito ato de desejos estavam colados, suas fontes de prazer estavam se permitindo, Ester estremecia e gemia de amor, enquanto ele procurava fazer lhe sentir.

  Suspiros e sussurros ofegantes quebravam o silêncio do aconchegante quarto com seus abajures a meia luz, as temperaturas de seus corpos quentes e nus, acendia ainda mais a chama do prazer, e faziam transpirar por sobre os caríssimos lençóis de linho e seda Javanesa, estavam entregues ao louco amor.

   Ester estava ouvindo sons de trombetas, e cantares de anjos, enquanto Wilkerson lhe dava prazer.

   Os beijos quentes e úmidos, completavam o prazer.

   Ester se delirava ao sentir Wilkerson possuindo-a, como uma fêmea que escolhera o seu par ideal, cheia de energia que não se cansaria tão logo das suas carícias e beijos. Seu corpo agora era dele, podia se deleitar de prazer.

   Wilkerson sabia como agradá-la, parecia que os corpos já se conheciam, os gemidos e o sussurrar do amor e do prazer estavam prestes a vir à tona, mas o moço se continha queria amá-la mais e mais, até que não pudesse se conter.

   O corpo de Ester estremecia, e ela o chamava de meu homem e meu tudo, ficaram ali por um longo momento, até que a explosão aconteceu; Ester estava saciada, parecia que suas energias tinham acabadas, o seu corpo estava desfalecido, tinha uma sensação de estar anestesiada.

   Mas Wilkerson continuava a amá-la, até que se completou.

   Ficaram ali se beijando por um longo tempo, sem nada dizer um ao outro, apenas no silêncio e se acariciando.

  Já era tarde quase madrugada, a banheira espumante com aromas de flores, já estava preparada e aquecida, para banhar aqueles corpos desnudos e suados.

  Era quase 03:00 horas da manhã, quando foram à banheira, ficaram ali observando um ao outro, ela estava lânguida e saciada, ele teria feito o seu papel de homem, se Ester já estava apaixonada então, agora ainda mais. Wilkerson teria correspondido as suas fantasias e suas expectativas.

   Após o banho foram para o Bar da mansão, tomar um lanche, estavam esfomeados, depois daquela volúpia entre os dois corpos. Ester pediu que uma das copeiras de plantão preparasse: macarrão com jambom e molho bolonhês, batata cozida, chicon gratinado e bife, acompanhado com um delicioso vinho, a mesa estava posta com velas, e rosas vermelhas, dando um clima romântico, os talheres eram de prata e os pratos da mais fina porcelana acompanhada de copos de cristais, uma música suave de orquestra vinha sorrateiramente aos seus ouvidos, convidando-os a relaxar, e curtir aquele momento tão sublime pós-amor. No piano da mansão, Ester dedilhava uma linda canção de amor, enquanto que Wilkerson a abraçava e a beijava sentindo seu perfume e acariciando seus cabelos.

                                                                      CAPITULO FINAL

  Ao chegar no hotel no final da tarde, ela fora abordada pelo Gerente do Belíssimo Hotel Metrópole que solicitou a ela para fazer um concerto logo mais a noite, assim seria anunciado aos convidados e hóspedes . Ester questionou que não estava ensaiada mas mesmo assim aceitou, preparou rapidamente um repertório com 10 Solos clássicos, para abrilhantar a noite no belíssimo salão de eventos do hotel, ela estava feliz e radiante a companhia do moço a tornara ainda mais viva, passara momentos agradáveis que há 15 anos não tivera, desde que seu esposo falecera. O que importa o que vão pensar!... – sou uma mulher independente e dona do meu nariz!...  Wilkerson é maior de idade e disse que foi atraído por mim, pela sua preferência em mulheres mais velhas. E Dai!... Após se questionar, vestiu se elegantemente e desceu para o salão, usando o mesmo perfume que Wilkerson tinha elogiado;  quando chegou no hall de entrada lá estava ele sorrindo para ela no seu posto de trabalho, aproximou-se dela lhe beijando a face e disse: tenho certeza que impressionará a todos com o seu talento nesta noite que para mim será a melhor, estou feliz em conhecê-la e compartilhar do seu carinho.

   As palavras do rapaz soavam como se fosse uma alavanca empurrando a para a vida. Ester estava feliz, a música saia da alma do fundo do coração o salão do Hotel Metropole era enorme,  tinha lugares para mais de 500 convidados e estava lotado. Ester era aplaudida intensamente, e no final ela tocou: EM ALGUM LUGAR DO PASSADO (Somewhere in time), Oferecendo a Wilkerson, que subiu na tribuna e a beijou suavemente, na frente de todos os convidados.

          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

       

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 
 
 

Quem Sou?

 

JORNALISTA E ESCRITOR

DE CONTOS,ROMANCES, NOVELAS, CINEMA E TEATRO.

 

 

Ex. Militar PMPR aposentou-se em 2005, desde então dedicou-se a Literatura Brasileira com duas obras já publicadas. "Suzana. Um ideal, uma família, uma paixão(Romance) e Sarita a Enfermeira, (Suspense)".

 
 
Minha Galeria de Fotos  

Aqui uma galeria de imagens.

    

Otavio Mariano. Junto com Wanderley Vieira, resgatam a Rádio Novela, exibida pela Rádio Nacional em 1941, que foi ao ar pela RBN/98 FM, com grande aceitação e audiência, em 20 capítulos, "Couro de Boi", inspirada na música de Tonico e Tinoco (Trabalho comunitário).

     

     Vendas pelo Site: www.protexto.com.br

     

Venda direta com o Autor

otavio.mariano@bol.com.br

 

 
 
 
 

 NOVO LIVRO

Estreando na Poesia Brasileira, Otávio Mariano, lança "O CAMPONÊS".

Esta Obra tráS momentos de ótimas lembranças para quem já viveu no sertão. Em forma de: Contos, Versos, Poemas e Prosa, o Autor conta como era o sertão na época de 1960 a 1975. Quando esteve por lá; vivemos épocas de ouro, que vale a pena ser lembrada, a vida simples no campo hoje nos faz muita falta, até mesmo a singeleza do canto de um pássaro nos faz lembrar com saudades, e que nossos jovens e filhos jamais acreditam que por lá passamos e sobrevivemos entre o contraste da pobreza e as belezas de uma época que não volta nunca mais. Prepare se para viajar num emaranhado de lembranças. ESTA OBRA JÁ ESTÁ A VENDA,COMPRE DIRETO COM O AUTOR 20,00 REAIS + FRETE,FAÇA SEU PEDIDO  ATRAVÉS DO E-MAIL otavio.mariano@bol.com.br

 

AINDA ESTE ANO DE 2010 OTÁVIO MARIANO LANÇARÁ MAIS DUAS OUTRAS OBRAS:

 "O DELEGADO" Romance Policial (Suspense)

 

 "SÓ A CRUZ ERA DELE"

 Uma riquíssima obra que fala sobre a vida simples e humilde de Jesus.Em  um mundo tão conturbado  violento, e sem esperanças sua história reaparece e é descrita pelas mãos de: Otávio Mariano.

 
 
 
 
 

   OTAVIO MARIANO/JORNALISTA PROFISSIONAL

       Otávio Mariano foi intitulado Jornalista Profissional no dia 07 de Junho de 2009, concedido por força de liminar Ação Civil pública e processo sob o n° 46212009377/2009-86. Registro 8189, no Ministério do Trabalho e Emprego SES/SRTE/PR Com o fim do Decreto Lei 972/1969. Agora finalmente o Jornalismo pode estar presente cada vez mais em todas as cidades do país, para informar toda a população o que acontece no Brasil e no mundo com uma pluralidade de visões e vozes legítimas numa democracia, ao se livrar de resquícios da ditadura de 1964 que ficou no poder até 1985 e que deixou raízes profundas na sociedade.

 

Otávio Mariano

 Biografia -  Nasceu na Cidade de Siqueira Campos, interior do estado do Paraná, em 15 de fevereiro de 1956. Foi criado órfão de pai e mãe, ingressou no Exército Brasileiro em 1974, onde permaneceu por 3 anos; depois ingressou na Secretaria de Segurança Pública “PMPR”, aposentou-se  em 2005, em Curitiba.

O Dom de escrever, sempre esteve presente na vida de Otávio, assim que se aposentou começou a trabalhar em uma comunidade próxima à sua residência, organizou um grupo de adolescentes, com os quais  escrevia e produzia peças teatrais que encenavam para a comunidade gratuitamente. Depois, fora da Comunidade, adaptou para o teatro a peça, o Clássico: “Marcelino Pão e Vinho”  que deu projeção para o Teatro da Cidade.

. Lançou  seu livro, um romance intitulado SUZANA Um ideal, uma família, uma paixão que conta a história de uma linda cabocla do interior do sertão, que preocupada com o analfabetismo de sua gente, tornou-se uma professora exemplar, fez a faculdade de Direito, para defender a sua gente dos espertalhões, grileiros e posseiros, que roubavam suas terras, com ameaças e documentos falsos. A notável e brilhante advogada conseguiu mandar para a cadeia estes corruptos, em plena ditadura militar. Ajudando a elevar as mulheres  aos cargos de reconhecimentos, até então ocupados pelos homens, contribuindo com o movimento feminista brasileiro, na época de 1974.

 E agora lança seu segundo livro, um  “Suspense”, intitulado A ENFERMEIRA, um conto de: amor, dedicação, ternura, ódio, tramas e vingança.
Este Maravilhoso Conto tem como Foco do livro uma mulher de fibra e corajosa, cuja notoriedade balançou a opinião geral da magistratura. Sua bandeira como advogada é a constante luta em defesa dos oprimidos “dos sem-vez-e-voz”. A tônica de seu discurso cativante, coeso e embasado na lei, transformaram-no na arma viva da justiça, na divisão das águas, fazendo o sol nascer para todos. Categoria Romance, lançado pela Editora Protexto de Quatro Barras/PR.Otávio Mariano, traz em uma linguagem simples e prazerosa, com 192 páginas/2008.


 Após o grande Sucesso do “Romance
Suzana”. Otávio Mariano traz aos seus leitores este imperdível “Suspense/Conto”. Uma terrível coincidência, no passado com Coralina, mãe de Sarita, fez com que sua mente transformasse um médico, num monstro e psicopata, e para piorar as coisas, sua amada filha foi escolher justamente a profissão de Enfermeira, ficando o tempo todo perto dele. Coralina tem que fazer algo, para evitar que os dois se conheçam, senão todos os segredos irão por água abaixo, usando os recursos da internet, com frieza e calculismo, ela atraiu o médico para a morte, cometendo um crime perfeito, que jamais a polícia desvendou. Ela foi muito audaciosa, o destino mais ainda. Sarita foi transformada em uma estrela de cinema, sendo convidada para interpretar um personagem em Hollywood, sem saber que aquele roteiro entregue a ela, era o crime cometido por sua própria mãe, e agora? Sarita entregará a mãe à Polícia ou se manterá calada? Lançado pela  Editora Protexto, de Quatro Barras/PR, com 112 páginas/2008. E completando sua terceira Obra Otávio lança  "O CAMPONÊS" Prosas e Versos"
.

CINEMA/FILHOS DO SERTÃO

A idéia  de  se fazer um filme surgiu em 2007, quando Otávio Mariano fazia a Rádio Novela, junto com o Publicitário Wanderley Vieira, então preparei o roteiro que ficou por dois anos na Gaveta, diante das dificuldades de conseguir patrocínio, e os projetos de leis de incentivos serem complexos e de difícil acesso. Após fazer um Curso Prático de Cinema na Cinemateca do Paraná, coordenado pelos cineastas Geraldo Pioli e Marcos Sabóia. Wanderley e Otávio se uniram e passaram a convidar voluntários. Atores Amadores e pessoas das comunidades, mesmo sem recurso hoje o filme longa metragem, já está com quase 50% das cenas filmadas, o filme será no modo telecine, provavelmente até Janeiro de 2010, deverá estar pronto.

TEATRO NO BAIRRO NOVO/CURITIBA-UM SONHO DISTANTE

                      A Muito se tem falado, e pedido um local para espetáculos, aqui em nosso Bairro Novo, é requerimentos e mais requerimentos, entra ano sai ano, entra governo e sai governo e nada!...- nosso bairro está dimensioso, cada dia cresce mais e mais, os moradores daqui não têm oportunidades de assistirem um espetáculo de teatro e música, perto de suas casas, porque parece que as autoridades não estão nem aí com a cultura do povo, quem quiser tem que se deslocar até o centro da cidade, e em raras vezes, quando se consegue doações de ingressos, e um ônibus gratuito para transportá-los, ou se não, pagar 30 reais para assistir uma “peça” de bom nível.  Nosso Bairro Novo é um gigante, está provado pelo “Espetáculo da Paixão de Cristo”, que reúne quase 10 mil pessoas, em sua apresentação, na Rua da Cidadania, que o povo gosta de espetáculos, mas tem que ter um local definido e construído, temos excelentes artistas em nosso próprio bairro, e muitos atores em Curitiba desempregados; é preciso investir nestes profissionais, contratando seus espetáculos incentivando-os, nosso bairro tem muitos jovens, muitos deles tem suas bandas, com vários estilos musicais que adorariam ter um lugar para fazerem suas apresentações, para se sentirem valorizados e quem sabe ter um lugar ao sol, temos grupos teatrais, grupos de corais etc.; enfim muitos artistas, sem contar aqueles espalhados pela grande Curitiba que adorariam receber um convite para uma apresentação; é preciso desvendar e incentivar  a cultura. Digo isso, como próprio semeador da cultura brasileira, e morador deste encantado bairro, temos que dar oportunidades aos nossos jovens, possuímos aqui meios para divulgar, temos nossas rádios, nossos jornais, mas é preciso que as autoridades se sensibilizem e percebam que o povo precisa de entretenimento e de laser, precisa da música, do teatro, dos livros.

                       Dias desses, passei pela boca maldita e vi dois escritores curitibanos, um contista e outro poeta, praticamente se humilhando, para que as pessoas adquirissem suas obras, achei um absurdo, é preciso valorizar os artistas da casa. Nossa tão maravilhosa e bonita cidade, está cheia de vândalos e pichadores, será que não é um pouco pela ausência de opções culturais, quando que vamos nos dar conta de que somente à cultura, molda um povo, ensinar o jovem a deixar de ser ocioso, valorizando sua arte, talento e criatividade. Nosso Bairro Novo, tão populoso e repleto de talentosos jovens, está mais do que na hora, de ter um Teatro próprio que funcione com uma boa administração, nada contra, em se construir maravilhosas obras entre galpões e ferros velhos, é preciso dar um rosto bonito a cidade, mas também é interessante e necessário construir um centro de espetáculos no meio do Povo.

PROSA DE UM CABOCLO

 

Sinto saudade, de rever ,a minha terra.

Onde nasci, e cresci.

Os caminhos onde andei.

Campos onde eu corria.

Carreiros onde passei.

O Sítio onde eu morei. 

As lagoas e rios que eu mergulhei.

Abacateiros, e mangueiras.

De uma altura danada.

Os seus frutos eu pegava.

balançava e enchia o chão. 

Aqueles que ainda estão lá.

Os poetas do sertão.

Já nasceram então poetas.

Mesmo sem ter cultura.

Até suas tristezas.

Transforma-se em poesia. 

Ao chegar à madrugada.

No poleiro o galo canta.

O Caboclo se levanta.

O Café cheira de longe. 

O seu radinho de pilha, não se esquece de ligar.

Um queijinho fresco á mesa, e um bom leite pra tomar.

Uma fornada de pão, passou a noite a descansar.

É só passar a manteiga, para então se deliciar. 

Depois sai assobiando.

Fingindo que é feliz.

E por ai se vai, seu cachorro vai atrás. 

Assobia os seus versos, a seu modo e sem trovas.

Sonha com uma chuva boa.

Pra molhar a plantação.

Este é o sonho do caboclo.

Saudades do meu Sertão.

 

OBRAS DE OTAVIO MARIANO COMPRE PELO SITE DA EDITORA PROTEXTO - www.protexto.com.br.

       

Contatos com o Autor - e-mail  otavio.mariano@bol.com.br

PEÇAS DE TEATRO ESCRITA, ADAPTADA, E DIRIGIDA POR MIM.

Marcelino Pão e vinho

(DRAMA)

O BÊBADO - COMÉDIA

 

LITERATURA ESPÍRITA

Depois de muita espera, finalmente é lançado pela editora Vida & Consciência, mais um grande romance da autora de mais de 4 milhões de exemplares vendidos - O amanhã a Deus pertence de Zibia Gasparetto - verdadeiro ícone da literatura transcendental no Brasil que desde 1994 tornou-se um dos principais nomes que estão no topo dos best-sellers, ao lado de nomes como Paulo Coelho. Nesta grande obra, O amanhã a Deus pertence, psicografado sob a inspiração de Lucius e de espíritos diversos, Zíbia nos ensina mais uma grande lição onde Deus e o amor estão acima de tudo.
"O tempo certo é aquele em que as coisas acontecem e o amanhã a Deus pertence.

NO LIVRO SARITA(SUSPENSE)

OTAVIO MARIANO RETRATA TAMBÉM, QUE TUDO ACONTECE EM SEU MOMENTO CERTO, E QUE ALGUÉM NOS SEGUE O TEMPO TODO, NOS PROTEGENDO,SEJA UM ANJO OU UM ESPÍRITO.

 

Onde encontrar:  www.protexto.com.br

 

COMO FOMOS EDUCADOS

Nas décadas de 60 e 70, o Brasil seguia o regime militar considerado a época da ditadura, mas não era só o país que tinha este regime, nossos pais também eram severos na educação dos filhos, bastava apenas um olhar deles para obedecermos, ai se não!  O coro comia solto, mas era surra mesmo de ficarmos dias e dias com o lombo ardendo. Se apanhássemos da professora na escola então, a surra continuava em casa. Hoje na educação moderna tudo mudou, as mães gritam o dia inteiro com os filhos, que vivem sob ameaças “vou te bater” a hora que o seu pai chegar vou contar a ele, e assim se segue. Os pais ficam malucos e os filhos quase neuróticos, e as crianças não têm limites; certos pais até incentivam, ao ouvirem um palavrão dos filhos, acham engraçado, fazendo com que isso seja um hábito natural para eles, que vão levar para o resto da vida esta “deixa”. Se o cipó não for torcido enquanto verde, depois vai quebrar e não conserta mais. Deixar que o mundo ensine boas maneiras aos nossos filhos é abandoná-los e entregarmos a desgraça, pois o mundo cobra caro para ensinar, e muitas vezes cobra com a própria vida. A desculpa é que a lei protege os filhos contra uma educação adequada e rígida, engano para quem pensa assim, a lei existe sim, para casos de violências contra as crianças e menores, mas não diz que os pais devem parar de educar os filhos, proteger é uma coisa, proibir a educação é outra coisa. Dar princípios, limites e bons modos, ensinar o respeito às crianças é obrigação dos pais e educadores, não da justiça. Nos costumes antigos de educação, não se ouvia falar que filhos odiavam os pais, não se ouvia falar em ladrões, assassinos, traficantes etc., e que nenhum filho cometia agressões aos próprios pais, ao contrário, os filhos eram bem mais amorosos do que hoje, a modernidade introduziu estes horrendos costumes, o respeito acabou, pais estão ficando malucos porque não conseguem dominar e controlar seus filhos, professores vivem fazendo análises e terapias, e os filhos e alunos cada vez mais rebeldes, aquele tempo da “benção meu pai, benção minha mãe já se foi” sendo substituído por “meu velho, meu coroa, to indo dár um rolé, e não me espere falou”. Não quero aqui defender de forma alguma a educação do passado, mas apenas comparando tempos diferentes, porque afinal de contas muitas vezes eles erão agressivos em demasia, e isso ocasionava um retardamento na personalidade, ocasionando timidez, introspecção, dependência e pavor, castrava a iniciativa das crianças que se transformavam em muitos adultos submissos, retraídos e infelizes. Logicamente que este contexto não é dirigido a todos os pais, há muitas exceções, o duro é que se misturam as outras crianças que não tem a mesma sorte de terem pais preocupados com a formação de seus filhos. E uma laranja apodrecida no saco, que contamina todas as outras sãs. Gostaria de parabenizá-la a colega e colunista do Jornal Amigos do Bairro Dra. Adriana Tissot, pela brilhante matéria na edição passada sobre como educar os nossos filhos. Com o Título “ Mimar demais faz Mal” Quem quiser um exemplar é só solicitar na redação. Dra. Adriana também coloca o seu site a disposição dos leitores  www.adrianatissot.com.br. Para esclarecer dúvidas.

Pv 22:6 Instrui o menino no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.  Por Otávio Mariano.

                          

QUEM FOI CARMEN MIRANDA

EMBAIXADORA DO SAMBA

Muitas homenagens marcam o centenário de Carmen Miranda, lembrada principalmente como a primeira artista nacional a exportar cultura brasileira. Porém, ainda se sente falta do reconhecimento do trabalho da cantora no Brasil.

Difícil não perceber: 2009 é o ano Carmen Miranda, comemorando-se o centenário do nascimento, em 9 de fevereiro de 1909, da primeira artista a exportar nossa música e responsável pela maneira de cantar samba, pelas marchinhas carnavalescas e até pela forma original e criativa de contagiar a audiência. O reconhecimento pela divulgação que fez do Brasil e pela contribuição à nossa cultura pode ser medido por ações previstas em sua homenagem ao longo deste ano. Começaram em janeiro na São Paulo Fashion Week e, neste mês, entre os dias 9 e 15, uma série de eventos será realizada em torno da artista no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro. Destaque para shows, palestras, festival de filmes, atividades para crianças e tributos à cantora Aurora Miranda, irmã da artista, e o grupo musical Bando da Lua.

      O PRÍNCIPE

Numa certa tarde de outono, lá estava Suzana, debruçada à janela. Com certeza apreciando a beleza das montanhas, e sonhando com o seu príncipe encantado que um dia iria chegar. Os rapazes das redondezas não lhe chamavam a atenção. Suzi era sonhadora e romântica, cheia de fibra e trabalhadeira nos afazeres da casa e na lida com os animais. Era invejada por muitas mulheres e outras moças da região. Seu coração ainda estava inerte para o amor, adorava ler fotonovelas, e sonhar com contos de fadas, suas revistas ficavam sempre escondidas de seu pai, o conservador Sr. Geraldo. Suzana moça linda. Parece que fora moldada pelas mãos do criador, para que nascesse perfeita, tinha um metro e setenta e oito de altura, corpo bem definido, com bustos grandes, cintura fina, lábios bem carnudos e cabelos bem longos e encaracolados, morena cor de canela, possuidora de um lindo par de olhos verdes.

Da janela de sua casa, que ficava à beira da estradinha que dava acesso a outros sítios. Suzi continuava a observar, nas tarde costumava sempre ir lá, pois tinha o hábito de tratar do Tuta, um lindo tucano que vinha comer sementes em suas mãos, momentos estes que compartilhava carinhos com aquela avizinha. Repentinamente Lulu, um dos cachorrinhos da família saiu em desabalada carreira, rumo à porteira que dava acesso ao sítio do Senhor Dorvino esposo de Dona Tita, vez que avistara uma pessoa que ele não conhecia. Suzi não hesitou em chamar a atenção de Lulu, para que deixasse o moço em paz. Suzi gritou:

_ Não tenha medo não moço, ele só late! Pode passar!

O Moço meio encabulado deu um meio sorriso timidamente e se foi...

Aquele rapaz alto, e bem alinhado, com seu cavalo baio de calça jeans desbotada, e cabelos compridos, com um olhar meio encabulado chamou a atenção de Suzi.

_Quem poderá ser nunca o vi por aqui? Só sei que ele é lindo, parece um daqueles que vejo nas fotonovelas. Ela só tinha uma certeza, não estava sonhando era real, suas pernas bambeara, procurou forças e não achou, teve que recobrar-se sentada em uma cadeira que estava próxima a janela, e percebia que Robert a fitava intensamente com tantos interesses, ao recobrar-se do súbito acontecimento arranjou forças e foi ter com ele:

- Olá vejo que é novo, por aqui? Não quer amarrar o seu cavalo? E tomar um pouco de água fresca?

- Sim!... - acho uma boa idéia, na verdade não moro mesmo aqui, moro numa cidadezinha do interior do Paraná, e vim apenas para te ver. Meu pai falou muito bem de você!

- Seu pai? Quem é seu pai? Posso saber?

- Sim!... - meu pai é o Professor Jorge!

- Há sim, ele é meu professor de matemática!... Mas nunca me falou que tinha um filho tão lindo, que morava no interior do Paraná!

- Na verdade, eu e meu pai nos falávamos muito pouco! Agora é que ele esta me aceitando, devido a minha profissão!

- Profissão?

- Sim, sou modelo e ele nunca aceitou tal idéia, devido ao seu machismo bobo, que acha que para ser macho tem que gostar de futebol, e traçar todas as mulheres.

- Nossa! Você fala de um jeito!...

Começava ali certo namoro entre Robert e a linda Suzi, que do nada o destino fez com que ambos se encontrassem, e esta história realmente teve um grande final.

A História ilustra apenas uma ficção, isentando fato da vida real, qualquer coincidência, com a realidade será mera coincidência.

Gravura ilustrativa de - poesiasgraci. blogspot.coml.   Se você gostou deste romance, envie um e-mail – otavio.mariano@bol.com.br. Farei a continuação.

SÓ A LUA É TESTEMUNHA 

              Da janela do casarão da fazenda Zulmira observava o mais novo Camponês que fora contratado pelo Coronel seu esposo. Um moço forte e saudável que aparecerá por lá. Sobre o giral do terraço, havia uma pequena fenda na parede onde ela podia observar o rapaz sem camisa a lenhar-se no terreiro, expondo seu corpo para quem o quisesse ver. O Desejo aforava em seus pensamentos carentes e sedentos de um forte braço para protegê-la e acariciá-la. O Coronel seu esposo sempre a tratava como uma escrava branca, tanto quanto, os vis empregados. Zulmira era linda e encantadora, muito jovem ainda para o temível Coronel fazendeiro, que nem sequer a beijava. Zulmira se negava em alimentar tais pensamentos relacionados ao lenhador, mas era quase impossível deixar de espioná-lo, o desejo era mais forte do que sua fidelidade para com o seu áspero e grosseiro Senhor; já muito avançado na idade para a Jovem e bela esposa, que tinha o prazer de apresentá-la e exibí-la aos amigos dele como se fosse um troféu. Atormentada pela carência e desejo, resolve por em prática seus planos. Zulmira disse: Meu Senhor!... - devo ir até a cidade buscar fazendas para meu coser, e precisaria que um de seus empregados fosse comigo até o armarinho da cidade com sua permissão vos peço... - Disse o Coronel: Jamais te negarei um pedido seu minha prenda, mas posso levá-la a cidade a hora que bem quiser, disse o marido!...  Prefiro ir de charrete! Exclamou-a, pois sei que é muito ocupado quando vai à cidade, e seus amigos falidos não o deixam em paz lhe fazendo ofertas e mais ofertas dos seus bezerros e novilhos; pois sabem que é um fazendeiro poderoso e muito rico, jamais ficaria comigo num armarinho onde só tem mulheres e artigos femininos, pois eu gostaria de ir com muita calma, assim escolheria tudo que preciso sem a preocupação de que meu adorado esposo e Senhor espera por mim lá fora, disse com determinação ao coronel seu marido, o passeio de charrete me fará muito bem, pois irei apreciando as colinas e riachos, poderei também sentir o perfume silvestre e o cantarolar dos pássaros, isto só me fará bem!... Argumentou Zulmira justificando sua partida.  Sendo assim, está bem minha deusa; vou chamar um empregado para encilhar o cavalo e preparar a charrete então, disse com presteza o seu Senhor. “Porventura” aquele lenhador me parece ser um bom charreteiro disse a pretensiosa Zulmira torcendo para que ele fosse o escolhido, senão seu plano estaria arruinado na escolha de outro empregado. “Venha cá” disse o Coronel ao lenhador, encilhe o cavalo e prepare a charrete, irá levar a patroa até a cidade. Pois não meu Senhor!... - disse com humildade e prontidão. Enquanto a charrete era preparada pelo seu fascinante Roceiro; Zulmira ficava a se deleitar em seus pensamentos, sabia do risco que estava correndo para ela e para o moço, se ele seu esposo desconfiasse de suas verdadeiras intenções.

CAPITULO II

- Zulmira estava esplendida com seu vestido de seda, seus cabelos voavam ao vento que soprava, seu delicado perfume inebriava, subiu na charrete ajudada pelo Lenhador sob a mira do Coronel, que lhe fez muitas recomendações; assim que tomaram a estrada Zulmira aproximou se do charreteiro subitamente como se tivesse levado um súbito susto do solavanco da charrete, colocando sua mão no ombro do moço que não sabia o que fazer, pois afinal estava transportando a patroa esposa do valente coronel. Na estradinha entre a floresta só dava os dois ali naquele caminho rodeado de flores e encanto. No topo da serra Zulmira pede a Antonio que pare a charrete, pois ela queria ir até a bica tomar um pouco de água e se refrescar um pouco, o moço obedece e acompanha a até a nascente. Zulmira senta-se em uma pedra e fica observando aquela água cristalina jorrar da fonte e indaga a Antonio.

                     - Não vai me dar um pouco de água!

                     - Antonio se atrapalha um pouco na falta de um copo para saciar a sede da patroa, enquanto que Zulmira diz:

                     - Faça uma concha com suas mãos fortes, e me traga até minha boca, suas mãos são enormes e me será o suficiente!

                     - O rapaz meio encabulado resolve obedecer à patroa, que ao chegar com a água ela bebe um pouco tomando em suas mãos, depois com suas duas mãos toma as suas e diz:

                     - Você é encantador sabia! Há tempos tenho te observado lá na fazenda...

                     - O rapaz ao ouvir estas declarações parecia não acreditar e disse: temos que ir andando Senhora! Pois os dias são curtos e logo anoitecerá...

                     - Não estou com pressa disse Zulmira, decidida em suas fantasias. Sente se aqui ao meu lado e prove que é um bom cavalheiro.

                     - Antonio sentou se meio sem jeito ao lado dela e começou meio trêmulo a olhar aquela linda e estonteante mulher, que parecia querer algo com ele que não fosse seus préstimos de charreteiro.

                     - Não fique tão tímido disse a patroa!... - com um olhar sedento e carente, dizendo em seguida!...  Poderia me dar um beijo, há tempos não sei o que é isso!...

                     - Antonio antes de tomar uma decisão pensou e disse: seremos mortos eu e você, conhece o Coronel seu esposo! Sabe que ele é um homem frio e sanguinário, pelo que eu sei já matou muita gente e nós seremos os próximos!

                     - Não tenha medo Antonio, jamais voltaremos para lá disse Zulmira ao Lenhador. Ainda hoje tomamos o trem e vamos a uma pequena cidade no interior de São Paulo, jamais nos acharão. Tenho muito dinheiro!... - o suficiente para comprarmos um belo sítio, e quero ser feliz a seu lado!

                     - Mas repito que estás sendo louca... - pois nem me conhece ainda! Exclamou o rapaz.

                      - Pois vou te conhecer agora, venha me beije me faça sentir se mulher, agarrando o moço pelo colarinho e o beijando como uma desesperada como se tivesse sendo dominada por um desejo insaciável.

                      - Antonio que já se achava envolvido; tascou lhe outros beijos ardentes na patroa, que acabaram por se envolver numa volúpia de amor, ali mesmo entre as rochas, ficaram horas se amando no meio daquela paisagem exuberante. Zulmira nunca fora tão amada.

                      - À tardinha caia e o sol ameaçava de se esconder no horizonte, a charrete fora abandonada ali mesmo, e os dois tomaram a estrada seguindo em direção a cidadezinha que logo tomaram uma carona chegando a tempo, Zulmira foi ao banco e transferiu uma bela quantia para o seu nome, comprando as pressas um carro e tomaram um rumo incerto, tentando despistar os capangas do Coronel que com certeza iriam farejar o paradeiro deles, após a charrete chegar sozinha na fazenda apenas puxada pelo cavalo que ora já conhecia o caminho de volta. Aquela viaje para Zulmira e Antônio fora o grito da vitória e liberdade, naquela noite enluarada que a fuga se dava para a felicidade, começavam a fazer planos e mais planos para o futuro, naquele pequeno sítio que compraram que se chamou “LUAR DOCE LUAR” e até hoje nunca foram descoberto pelo Coronel que mandou vasculhar todo o país, e o pequeno sítio fica próximo da.......................... numa bela cidadezinha no interior de São Paulo. O Lenhador e Zulmira vivem felizes para sempre, junto com mais três filhinhos.Depois soube-se que o Coronel acabou por encontrá-los e acabou perdoando Zulmira e Antonio, deixando em seu testamentos todas as suas terras e bens para os filhos dela, afirmando que fora incapaz de amá-la como devia,  mas o tempo em que passou junto dela fora o mais feliz de sua vida.